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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Old Tavern, da MacQueen Pipes

Caros confrades, depois de muito tempo sem adquirir cachimbo algum, ontem tive a oportunidade de comprar uma peça fantástica! Não esperava ter um novo MacQueen tão cedo, porque é um complicado comprar diretamente deles (demora demais para chegar, porque eles não mantêm estoques). Mas uma loja de cutelaria da qual sou cliente, inesperadamente, estava oferenco uma grande coleção deles. Uma ótima surpresa! Claro que eu não ia deixar passar a oportunidade e comprei este ótimo Old Tavern, que é mini churchwarden, todo de madeira, com piteira removível, e impressionante em vários aspectos:

- Estilo: não deve ser historicamente autêntico porque, até onde eu sei, na época das tavernas (período bem longo e vago, obviamente, embarcando vários séculos e países diferentes) se usavam mais cachimbos de louça, e de design totalmente diferente. Assim sendo, acho que o nome foi dado apenas como "fantasia". Mas funcionou! Ficou ótimo. Muito bonito e com esse apelo "medieval", ainda que na esfera da fantasia, se eu não estiver enganado.
- Tamanho: simplesmente perfeito! Todo o conforto eprazer de um churchwarden, mas sem ser gigantesco. Obviamente, o que mais chama a atenção é o fornilho - ele sim, realmente enorme. E isso é bom. Cabe muito tabaco. Perfeito para uma longa, calma e relaxante cachimbada.
- Funcinamento: eu não poderia esperar nada melhor! Muito frio e confortável. Novamente, perfeito.


Outras observações: não deve durar muito, porque não é briar (penso que seja birch). Nota-se a leveza e "maciez" da madeira. Mas o preço justifica isso (paguei apenas $34 CAD). Outro ponto que demonstra que a madeira é menos resistente ao fogo: o fabricante teve o cuidado de carbonizar e aplicar um tipo de resina no interior do fornilho, para melhor proteção da madeira (nesta primeira cachimbada, notei que a resina amoleceu um pouco com o calor, e pude sentir o sabor desagradável dela, mas penso que isso seja apenas no começo). Ele quase fica em pé, mas o peso da piteira excedeu apenas em algumas gramas para que isso fosse possível. No mais, nada a reclamar - não que os pontos expostos agora sejam reclamações, mas apenas observações para melhor informação dos confrades.


Enfim, fiquei extremamente feliz com este cachimbo. Estou usando ele agora pela primeira vez e adorando.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Pacotinho da MM

Chegaram hoje uns cachimbinhos da MM, e com dois modelos novos. Já fazia tempo que eu não comprava...


sábado, 25 de julho de 2015

Poker de Meerschaum da Pioneer

Pois é. Eu disse que ia parar de comprar cachimbos, mas desta vez não deu para resistir. Eu tenho alguns belos meerschaums mas, infelizmente, eles não fumam como seria ideal. Então, resolvi tentar mais um. E agora fiquei satisfeito, porque este fuma muitíssimo bem! Para quem estiver imaginando qual seria o problema com os outros, basicamente falando, alguns não lidam bem com a umidade e gargulam; outros tem furação deficiente, muito estreita. São todos muito bonitos e artísticos, mas tem lá suas fraquezas funcionais.


Já, este Pioneer (marca que eu não conhecia), vem num modelo super básico (poker), furação excelente e ainda por cima, uma piteira "militar", o que facilita muito no combate à condensação. Agora sim, eu posso curtir uma bela cachimbada em meerschaum não apenas com estilo, mas funcionalidade também. Única crítica: por ser relativamente pequeno e, talvez também pelo acabamento liso, ele esquenta bastante na mão, mas a fumaça permanece fria. Por fim, não posso deixar de comentar  a incrível sofisticação do acabamento, simples, sutil, discreto, mas belíssimo. O fornilho é polido por fora, e o material adquiriu uma aparência de rocha ou mármore quase âmbar e envelhecido. Nem sei se ideia do fabricante era essa, mas ficou superbo! O toque final ficou por conta da borda "queimada" no fornilho, que pode parecer descuido do dono anterior, mas está por debaixo do acabamento; ou seja, só mais um capricho de muito bom gosto, originalidade  e criatividade do fabricante.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Peterson Kapet B-17

Ando comprando bem menos cachimbos, e penso que logo não comprarei mais, porque já tenho bem mais do que preciso. Este será um dos últimos, pelo menos por um longo tempo.

E o fim da fase está sendo bom. Este é mais um Peterson da série Kapet, que eu gosto muito por ser bonita, rústica, de ótima qualidade e barata. Mesmo que não fosse barata, eu gostaria muito dela, pois me identifico bastante com o acabamento simples, mas cheio de personalidade.

Este modelo, B-17 (parece nome de bombardeiro hehehe) em especial é um tanto desconhecido e me apaixonei por ele. Um bent apple com "substância" extra, um fornilho grande, bela textura, tanto para o tato quanto para o visual. Quanto ao funcionamento, nem preciso dizer, pois é um Peterson dos encorpados. Só pode ser bom. Caprichei inclusive na foto abaixo, de minha autoria  :)


sábado, 8 de fevereiro de 2014

Savinelli Churchwarden 601

Eis uma aquisição já de algum tempo, mas eu havia me esquecido de resenhar aqui. A idéia foi adquirir mais um churchwarden que fosse de briar, mais prático e simples do que os outros que eu tenho (um corncob muito grande, um de meerschaum muito artístico e outros de cerejeira e "temáticos" da MacQueen). E este Savinelli veio bem a calhar.

Bem simples, com fornilho "601", que é um billiard curvado, ficando assim com o fundo arredondado, um design que estava sentindo falta. Nada demais, mas apenas o "básico" e tradicional que eu estava procurando para ser o meu churchwarden "informal". Funciona bem e tem essa rusticação em preto, extremamente elegante, parecida com a da série Baronet Bruyére, mas um pouco mais refinada e que casa perfeitamente com a piteira de acrílico. Interessante: não consegui descobrir o nome da série a que este pertence (em termos de acabamento), se é que pertence a alguma. Gostei bastante.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Série Baronet Bruyére da Savinelli

A italiana Savinelli é uma empresa conhecida por fazer belos cachimbos a preços muito razoáveis (pelo menos boa parte deles), sempre bem-acabados e com alta qualidade. Outra característica que me chama muito a atenção na marca é a variedade de séries, cada uma com suas características específicas e marcantes - desde as mais simples às mais luxuosas.

Dentre todas, uma que me encanta é a Baronet Bruyére, pelos seguintes motivos: minimalismo e simplicidade no acabamento, rusticação a jato de areia, nem muito fina e nem muito grossa, sempre num preto intenso mas um pouco brilhoso, dependendo de como se olha. Por fim, é uma das séries mais baratas (ou acessíveis) da marca! E ela se revela especialmente boa em modelos maiores, como o Canadian e o Author, na foto abaixo, que são dois dos meus mais queridos cachimbos, não apenas pela beleza simples e intensa, mas pelo conforto, ótimo funcionamento e sóbria imponência. Ainda pretendo adquirir alguns outros modelos na mesma série.


domingo, 8 de dezembro de 2013

Author Trevi 320 KS da Savinelli

Eu nunca compro um cachimbo praticamente igual a outro que eu já tenha, por motivos óbvios. Afinal, cachimbos não custam barato e, se vou gastar num novo, é melhor variar.

Mas, eu gostei tanto do meu primeiro modelo author, que não resisti a tentação de adquirir mais este. As vantagens do modelo: elegantíssimo, maciço, muito confortável e funciona muito bem, pois, embora não seja um modelo longo, é grande, com bastante briar e espaço para uma cachimbada longa, fria, seca, contemplativa e relaxante.

As únicas diferenças deste modelo com relação ao primeiro (série Baronet Bruyere), é que este, da série Trevi, tem um anel de prata na piteira, aumentando ainda mais o charme, e também é ligeiramente menor. Mas fora isso, o acabamento é quase idêntico. Quanto ao resto, é tudo igual e eu nem preciso dizer mais nada - é fantástico. E lindo!


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pot 304 de 9 mm da Svendborg

Aqui estou eu com mais uma peça dinamarquesa. Desta vez, uma marca que eu não conhecia. O que me chamou a atenção neste cachimbo foi o design extremamente simples mas sofisticado. Um pot, mas com linhas "arquitetônicas". O fornilho é bem grande e com paredes relativamente grossas. Para completar o conjunto super-estiloso, temos a piteira larga e achatada e um cinta de prata! Esteticamente impecável. Isso sem falar no  lindo cabamento com jato de areia grosso e que mostra ondulações no relevo externo.


Apesar de simples e reto, fica bem nas mãos. Mas a grande novidade parar mim aqui é mesmo ele aceitar filtro de 9 mm. Todos os meus outros cachimbos aceitam de 6 mm ou nada. Não que eu use filtros, mas isso significa uma perfuração mais larga, que causa diferenças na puxada. E isso eu tinha muita curiosidade de experimentar. O que notei é que, obviamente, pode-se puxar mais rápido, com volume e facilidade, mas isso não significa vantagem necessariamente. Com ele, um cachimbeiro  iniciante ou muito afoito pode mais facilmente esquentar o fornilho, queimar a língua e cometer "nicoticídio" hehehe! Mas funciona muito bem, dá para encher bastante o fornilho e ainda curtir o estilo másculo, pesadão, mas sem perder o charme. E, por que não, de vez em quando, fazer bastante fumaça? Mais um cachimbo "de raça", sólido, com substância, bom funcionamento elegante de um jeito forte e diferente.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Punch Burgundy da Chacom

Pela primeira vez eu comprei um cachimbo desta marca, e um francês. E apenas o fiz pelo design, que achei fascinante. Mesmo tendo perdido o interesse por cachimbos pequenos (geralmente muito estilosos e menos prazerosos), não resisti a este. Não é vendido como um "nosewarmer"mas faz bem o papel.

O que mais me fascinou nele foi mesmo o design, que lembra um taco de golfe (não sei se de propósito ou não), e tem uma fluidez e uma "robustez pequena" que são fascinantes. Embora pequeno, ele tem bastante madeira, e isso se traduz em substância portátil. E fica um charme na boca. Bem original!

Quanto funcionamento, é bom, ainda mais em se tratando de um cachimbo de bolso. Não esquenta, pelo fornilho ser pequeno e pelo corpo ter relativamente bastante briar. Gostei muito da qualidade e dessa linha "punch" da Chacom. O acabamento é liso, impecável e muito bonito. A cor é impossível de ser captada com exatidão pela câmera, pois "pessoalmente", o tom nos lembra cor de vinho tinto, mas com variações. Eis um novo amiguinho que eu nem sei se vou usar muito, mas adorei conhecer.

domingo, 3 de novembro de 2013

Canadian 804 EX da Savinelli

Eis mais um cachimbo para ficar no meu "pelotão de elite". O modelo "canadian" tem um design bem tradicional e simples, como um billiard reto, mas chama a atenção pela sua longa piteira e o fato dela ser geralmente achatada - e quase toda de briar, tendo apenas a sua ponta feita de outro material sintético. Isso requer um pedaço de briar maior, o que geralmente leva a um custo mais alto mas, surpreendentemente, não é o que ocorre com este modelo da Savinelli, um belíssimo Canadian (804 EX), com fornilho maior do que a média e o ótimo acabamento rusticado da série Baronet Bruyere (linda e acessível).

Quanto ao funcionamento, nem preciso dizer. É fantástico. Como esperado para um cachimbo dessa qualidade e com essas proporções, ele não esquenta, é extremamente confortável, e dá aquele prazer especial ao cachimbar. Aquele tipo de prazer que apenas os cachimbos com maior envergadura e substância oferecem. Não é para ser segurado entre os dentes, pois o fornilho avantajado tem seu peso ainda mais evidenciado pela longa piteira, mas sim para se ter nas mãos, durante longas e relaxantes cachimbadas. Fiquei extremamente contente com esta aquisição, mas isso não foi surpresa de modo algum.


sábado, 26 de outubro de 2013

Freehand israelense

Este belíssimo cachimbo, com ótimo acabamento e design original não tem indicação de marca e nem origem mas, provavelmente, é israelense e teria  a marca "Alpha", que pertencia a uma fábrica chamada "Shalom". Sei disso porque pesquisei, porque a própria loja fez tal afirmação e também porque já tive outro muito parecido, cuja origem era comprovada.

Esta aquisição não foi exatamente boa e isso já era um tanto esperado (explico mais adiante). Mas, mesmo assim, eu não resisti porque é um lindo cachimbo, robusto, elegante e com esse estilo bem próprio. E custou muito barato, apesar de tanta beleza e de estar quase novo.

Pois bem, vamos agora à parte que explica o fato de não ter sido esta uma boa aquisição e de tal fato ser esperado: como disse antes, eu já havia tido um cachimbo muito parecido e de mesma origem, que vendi por "gargular" demais. Mas isso foi logo no começo da minha "carreira" de cachimbeiro e eu era muito inexperiente. Por isso, mesmo "cabreiro" eu resolvi adquirir este, pois mesmo que fosse ruim, foi barato. Daí eu poderia dar uma segunda chance à marca e ter esta peça, nem que seja apenas para decoração.

E aqui vai o segredo do preço baixo: apesar de tanta beleza e estilo, ele realmente gargula, esquenta e tem um gosto de resina muito suspeito! Não era culpa de iniciante não. E o tal gosto é também misterioso. Não sei se é a qualidade do briar, algum tratamento pelo qual ele passa ou se é mesmo alguma resina aplicada, mas o fato é que o sabor está lá, da mesma forma como estava no outro cachimbo que eu vendi. E é muito estranho e desagradável fumar um cachimbo com gosto de resina. Fazendo mais pesquisas, percebi que esta marca tem mesmo uma má reputação por esses motivos. Enfim, não fiquei muito desapontado, pois a expectativa era baixa. Mas fica a dica caso algum confrade se depare algum dia com algo parecido.

Lindão, mas não é bom.

domingo, 29 de setembro de 2013

Meerschaum churchwarden floral da SMS (Mesut)

Depois de por acaso ter feito uma série de posts sobre churchwardens, me lembrei que ainda possuo um não publicado aqui. Trata-se de um modelo belíssimo e luxuoso da empresa turca SMS, de autoria do mestre artesão Mesut.

Este eu comprei porque estava querendo combinar duas características tanto estéticas quanto funcionais num cachimbo: a piteira longa e o fornilho de meerschaum. E tal combinação geralmente custa muito caro! Por isso demorei a encontrar um que se encaixasse nas minhas pretensões tanto estéticas quanto de orçamento. E encontrei a oportunidade perfeita. A piteira que é longa mas não muito, imita âmbar, e o trabalho do artista no fornilho é simplesmente magnífico! Belíssima arte floral com a efígie de um cavalo na frente do mesmo. É um cachimbo que literalmente dá pena de fumar, e confesso que demorei a fumá-lo, assim como demorei a postar sobre ele.


Quanto ao funcionamento, é bom, mas nada demais. É um cachimbo muito prazeroso de se segurar, e confortável. Mas, o que realmente nos agrada é mesmo sua aparência. Um daqueles exemplos que comprovam a famosa frase que diz que cachimbos são "arte que a gente usa". Há uma pequena condensação, dependendo do fumo e seu grau de umidade, mas isso é normal. Enfim, finalmente, eis aqui uma das jóias da minha coleção.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Cachimbo de louça

Saudações, confrades! Falando em churchwardens, aqui vai uma aquisição bem diferente e interessante! Trata-se de um cachimbo de louça, num modelo que nos remete às tavernas e humildes moradas de alguns séculos atrás, antes da descoberta do briar e quando meerschaum era para poucos.

Este longo modelo era dos mais usados. Dizem que eles ficavam disponíveis em tavernas e estalagens, para os fregueses. Nos Estados Unidos, também eram oferecidos em lares, aos visitantes, para aquele bate-papo regado a tabaco, após o jantar. Parece que também era costume ir se quebrando a pontinha da piteira, como hábito sanitário.

Eu o adquiri como uma novidade que me chamou atenção pelo aspecto histórico, pelo material novo para mim, e pelo tamanho. Vamos então à resenha propriamente dita:

Como esperado, é muito relaxante, e só não é mais devido ao ângulo do fornilho em relação à piteira, que parece que vai deixar o fumo cair caso o fornilho fique muito baixo. Tal ângulo também dificulta um pouco o acendimento, e nos tenta a sempre acendê-lo defronte ao espelho - mas não é problema de modo algum. Devido ao material e à fina expessura do fornilho, ele esquenta muito, chegando a queimar as mãos, mas a idéia é segurar o cachimbo pela longa piteira, que não esquenta.

O fornilho é bem grande, possibilitando uma longa e prazerosa cachimbada. Queima muito bem, apesar da passagem de ar ser um tanto estreita mas, novamente, sem ser problema. A sensação é muito diferente, pelo tamanho do cachimbo, a longuíssima piteira e sua leveza tanto visual quanto literal, relativamente falando. Notei um leve gosto de cerâmica na primeira cachimbada, mas também esperava isso. Penso que desaparecerá. Outra coisa interessante, mas que talvez eu nunca faça: ouvi dizer que, se colocado no forno, a sujeira acumulada ao longo do tempo se evapora, sendo uma método de limpeza também muito diferente e inusitado.

Enfim, não digo que é melhor do que churchwardens em outros materiais e modelos mas, com certeza, funciona bem, é interessante, curioso e bem diferente.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Legend e Washington, da MM

Aqui vão mais dois modelos de sabugo da Missouri Meerschaum que eu ainda não apresentei no blog. Estou postando sobre eles ao mesmo tempo porque, na verdade, eles têm o mesmo fornilho, e apenas o acabamento é diferente.

Na verdade, o Missouri Pride também tem o mesmo fornilho, só que natural e com piteira simples, ao passo que o Washington tem o fornilho apenas polido e, por fim, o Legend tem um acabamento feito com uma resina amarelada. E os dois últimos têm a parte de madeira da piteira "rajada".

Diferenças: enquanto eu considero o Pride o melhor de todos, apesar de ser o mais barato (por ser natural e mais frio), o Washington e o Legend são mais sofisticados e menos baratos, por serem mais trabalhados e terem algum acabamento, como se pode ver da foto. São mais atraentes, mas perdem um pouco da performance, justamente por causa do acabamento - principalmente, no caso do Legend, por causa da resina, que esquenta relativamente bastante. Eu não compro mais MM's com resina; neste caso os recebi num pacote de "seconds" e por isso não escolhi. Mas mesmo essa desvantagem é apenas relativa aos outros MM's, o que significa que, no geral, mesmo os resinados ainda são bons. Já, o Washington, sendo apenas polido, eu até escolheria, para variar.

O Legend (resinado e com piteira cor de âmbar) e o Washington, polido e com piteira preta

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pacotão de "seconds" da MM

Acabou de chegar uma encomenda diferente da Missouri Meerschaum: um pacotão de cachimbos que não passaram no controle de qualidade. São 10 cachimbos aleatoriamente colocados num saco, por apenas 30 dólares.

Se vale a pena? Totalmente. Ainda mais para quem é fã da marca. Mas vale a pena principalmente pelo fato dos cachimbos praticamente não terem problema algum! Eles são refugados simplesmente por algum detalhe estético, mas mesmo assim, é difícil encontrar qualquer defeito neles. Tudo que notei foram pequenas falhas ou desníveis nas bordas dos fornilhos, mas são minúsculos e nem encontrei em todos. Ou seja, praticamente perfeitos, e por um preço ainda mais inacreditável.

Só não tive muita sorte na seleção que recebi, pois a variedade foi pequena, e vieram muitos "Legends" que têm aquele revestimento externo amarelado no fornilho que eu não gosto por esquentar um pouco. Mas veio um General! Enfim, embora eu tivesse esperança de receber uma variedade um pouco maior, ainda assim, foi bom negócio. Agora tenho sabugos prá queimar à vontade, por mais de ano...


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Savinelli Baronet Bruyere Author 320 EX


Finalmente, um "author"! Há tempos eu vinha desejando um cachimbo neste modelo, por duas razões principais: primeiro, o design extremamente tradicional (embora atualmente pouco comum) e charmoso; segundo, o tamanho do fornilho, que veio a preenchar um vazio na minha escala. Digo isso porque tenho fornilhos minúsculos, pequenos, médios e enormes. Faltava um "apenas" grande. E eu estava esperando pela oportunidade de encontrá-lo numa série que me agradasse e que não fosse muito cara.

A série "Baronet Bruyere" é das mais acessíveis da Savinelli, e nem por isso deixa de ser magnífica, pela sua rusticação maravilhosa a jato de areia, sempre num negro profundo, ao mesmo tempo fosco e brilhante. A textura nos lembra a de ferro fundido ou pedra talhada e, no geral, eu achei perfeita para o clássico modelo "author" que, como podem ver pela foto, é relativamente curto, e muito maciço, com o fornilho quase redondo, largo e bem grande, tanto por dentro quanto por fora - tamanho 320 EX. Isso faz dele uma atração em si, e quando esquecido em cima da mesa, mais parece um objeto de decoração do que um cachimbo. Quem não é cachimbeiro, com algum esforço de imaginação, pode ver nele uma miniatura de panela de ferro, um pequeno cinzeiro ou mesmo um peso de papel. O modelo, totalmente másculo, realmente aparenta peso, ainda mais nesta série e modelo tão "encorpados"!

A sensação de segurar este fornilho é muito agradável, pois ele enche a mão que, colocada em volta dele, se fecha, mas por muito pouco. Há uma intensidade e um volume perfeitos para fornecer o máximo de prazer e satisfação - e com estilo. Quanto ao funcionamento, é o briar que posso fumar por mais tempo e o que menos esquenta, pelo tamanho do fornilho, a largura da piteira e a grossura das paredes. Faz bastante fumaça, com aquecimento mínimo. Isso eu estava procurando! Virei um fã incondicional deste modelo e, dentre todos os meus briars, só ele vai competir seriamente com os corncobs na minha rotação. Enfim, nem sei mais o que dizer desta aquisição. Simplesmente fantástica, e era tudo que me faltava até o momento, enquanto cachimbeiro. Estou apaixonado!


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Rolley de bolso da Savinelli

Eu tenho este cachimbinho já há muito tempo, mas me esqueci de escrever aqui sobre ele - talvez por não usá-lo. Trata-se de um modelo com função específica, que parece já ter sido popular no passado, mas que se tornou raro. É um clássico "vest pocket pipe", ou cachimbo de bolso de colete. E o nome já explica sua função e sua forma tão particular. Sendo arredondado e com a piteira retrátil (ela gira para dentro), este é o modelo mais portátil que já existiu, cabendo facilmente até mesmo em bolsos de colete, que são pequenos, e pode inclusive ser escondido na palma da mão.

O formato dele é bonito, e chega a ser fascinante, especialmente em acabamento liso, como este, pois a textura da madeira polida e arredondada é muito atraente tanto ao tato quanto ao olhar.

Quanto ao funcionamento, obviamente, não é bom. O fornilho é retangular abaolado, a piteira é muito curta e curvada em 90 graus e o tamanho geral é pequeno. Assim sendo, já sabemos que não vai ser uma boa cachimbada, mesmo antes de adquirir esta simpático cachimbinho. Mas ele tem uma função bem específica, que é possibilitar uma cachimbada rapidinha em lugares inusitados, e apenas isso. Não promete nada além. Eu o usei apenas uma vez e não pretendo usar de novo. Apesar de ser extremamente leve e confortável de se segurar na boca, o fornilho fica muito perto do nariz, e ele esquenta facilmente. Comprei apenas para colecionar mesmo. Se não é muito usável, pelo menos quanto à beleza, design e acabamento, é uma pequena jóia.


domingo, 30 de junho de 2013

Eaton da Missouri Meerschaum

Caros confrades, acabo de testar mais uma pequena jóia da MM, o Eaton. Trata-se de um cachimbo pequeno, com fornilho natural em forma de barril, que é o mesmo usado no modelo Mizzou, mas muito melhor, pois não tem a camada de laca no exterior, que faz com que o Mizzou esquente demais. O Eaton, ao contrário, é perfeito pois, sem o acabamento externo, e com paredes finas, fuma muito frio.

Outra coisa que o diferencia é a piteira quase toda de madeira, com apenas o bocal em acrílico. Como é pequeno, também é levíssimo e ótimo para ser segurado na boca, para quem tem esse hábito. Ele tem uma delicadeza que me faz pensar nele como o modelo da MM que mais combinaria com uma moça. Um cachimbo compacto, bonito, levíssimo, que fuma seco, frio, e é muito confortável. Diria que é a melhor opção para uma cachimbada relaxante, de curta ou quase média duração. Outro modelo muito barato e altamente recomendado!


sábado, 29 de junho de 2013

Ozark Mini da Missouri Meerschaum

Eis um cachimbinho extremamente interessante. É um MM, mas não é de sabugo; é de madeira de lei, e pode vir com acabamento cerejeira (mais escuro, como o da foto) ou maple, que é amarelado e bem clarinho. Primeira coisa que nos chama a atenção, obviamente, é seu tamanho minúsculo. E ele também é muito bonitinho, mais parecendo um brinquedo ou um souvenir. É quase do tamanho de um isqueiro!


Mas, e quanto ao funcionamento? Aqui vai a surpresa: funciona muito melhor do que o tamanho nos sugere. Queima muito bem, com bastante fumaça, e há - pelo menos no começo - uma leve interferência no sabor, por ação da madeira, mas não é ruim de modo algum. É claro que, sendo tão pequeno, ele vai esquentar! Mas aí há um outro ponto que me surpreendeu: se fumarmos devagar e com leveza, a cachimbada é confortável sim, muito embora possamos sentir que estamos a um passo do super-aquecimento. Ou seja, apesar das limitações de tamanho, dá para levar essa coisinha a sério e fazer dela um cachimbo realmente útil, para cachimbadas curtas! É um brinquedinho que também sabe ser sério e eficiente, se usado de modo cuidadoso e realista, e cabe em qualquer bolso (tanto no sentido literal quanto figurado). Jamais vai competir com um cachimbo de tamanho normal, mas tem sua função. Gostei bastante!


terça-feira, 25 de junho de 2013

Luciano Sandblasted Chubby Dublin

Este é o meu segundo "nosewarmer", um tipo de cachimbo pelo qual me interessei ultimamente (por razões estéticas), e fruto de uma parceria entre o italiano "Luciano" e o pessoal da GL Pease (mais conhecida por seus tabacos, e aqui aparecendo como "Di Piazza"). Também posso dizer que é o meu primeiro cachimbo "de grife".

Luciano faz cachimbos com foco no design - ainda mais caprichado nessa parceria. Obviamente, tais cachimbos estão num degrau superior de preço, mas este eu consegui pelo preço de um "básico". Diferenças são, além do design sofisticado, mais madeira - as paredes do fornilho são mais grossas, e há um carimbo em relevo embaixo dele, indicando o fabricante, o designer e o ano de fabricação. A piteira também é bem larga, como na maioria dos cachimbos caros. Em termos de material, é o melhor que podemos ter, e o acabamento, a jato de areia e bem "grosso" e  "orgânico", acompanha o altíssimo padrão geral.

O resultado final é um cachimbo másculo, que parece "gordinho" mas com muita classe, por ter um fornilho grande, com pareces grossas e ser curto, criando um visual muito interessante e atraente, ainda mais quando fumado. Quanto ao funcionamento, não poderia ser ruim. Queima bem, faz bastante fumaça (pelo tamanho) e não esquenta muito (pela quantidade de briar) mas, é claro que, no fim da cachimbada, sentimos um maior calor e às vezes um pouco de umidade (que molha o resto de tabaco no fundo do fornilho), por ser tão curto e queimar o tabaco um pouco mais rápido. É um cachimbo que compramos pelo estilo, e não esperando nenhum tipo de performance superior, muito embora a dele seja muito boa e não deixe nada a desejar. Enfim, mais um capricho que eu gostei muito de realizar!